5 peixes que podem ser criados em cativeiro

5 peixes que podem ser criados em cativeiro


  • 11/07/2018

No Brasil a produção de tilápia ocupa papel de destaque na piscicultura nacional, sendo a espécie mais produzida.

Aliás, o potencial do Brasil para essa espécie é enorme, uma vez que se adapta bem a diversos ambientes. Segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (PEIXE BR), o Brasil já é o 4° maior produtor de tilápias do mundo, com uma produção de 357.639 toneladas em 2017.  

A tilápia é um peixe que pode ser cultivado tanto em viveiro escavado, quanto em tanque-rede ou sistemas fechados. Por ser uma espécie onívora, aceita facilmente alimentos de origem animal e vegetal, o que contribuí para uma ração de mais baixo custo, uma vez que esse peixe não necessita de altos níveis de proteína. Em condições ideais a tilápia pode atingir 600 g em 120 dias.  

Contudo, além da tilápia, que é uma espécie exótica, a piscicultura brasileira conta com diversas outras espécies que também são ideais ao cultivo em cativeiro.  

Dos nativos, o tambaqui é o que lidera a produção, com destaque produtivo para a região norte. Pode ser cultivado em tanques-rede, mas atualmente a maior parte da sua produção se dá em viveiros escavados. Graças ao melhoramento genético, em sete meses o tambaqui pode atingir 1,8 kg. Além de possuir hábito alimentar onívoro-frutífero, aceita ração comercial facilmente.  

O Pacu é outro destaque entre os nativos, a maior parte do seu cultivo também se dá em viveiros escavados. É comercializado a partir de 1,1 kg e leva em torno de um ano para atingir esse peso. Assim como o tambaqui, possui o habito alimentar onívoro- frutífero e aceita muito bem ração comercial. O Pacu é um peixe mais tolerante a baixas temperaturas que o tambaqui, resistindo bem até 15° C.  

Considerado o gigante da Amazônia, o Pirarucu é o que mais se destaca em termos de crescimento. Em um ano pode atingir até 10 kg em condições ideais de cultivo. Tradicionalmente criado em viveiros escavados, a espécie também vem sendo cultivada em sistemas fechados de recirculação com altas densidades de estocagem. Diferente das espécies citadas acima, esse peixe possuí hábito alimentar carnívoro, ou seja, exige que o nível de proteína na ração seja alto. Além disso, os alevinos não aceitam ração com tanta facilidade, sendo necessário haver um treinamento para que estes passem a comer a ração.  

Os híbridos também têm tomado espaço na aquicultura nacional, como por exemplo o Tambacu. Esse peixe é resultado do cruzamento da fêmea do tambaqui (C. macropomum) com o macho do pacu (P. mesopotamicu). A hibridação permitiu unir as características de maior crescimento do tambaqui com a rusticidade do Pacu, se tornando uma boa opção para o cultivo. A ração utilizada é a mesma para os peixes onívoros, e o cultivo também se dá em viveiros escavados.
 

A aquicultura brasileira está muito bem servida de diferentes peixes para cultivo, pois a diversidade é imensa. 
 

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