Como é o processo de abate de peixes?

Como é o processo de abate de peixes?


  • 14/11/2018

A produção de peixes no Brasil vem crescendo e pouco a pouco também tem aumentado o consumo de pescado.

De modo geral, trata-se de uma fonte de proteína nobre, de alta digestibilidade quando comparado a bovinos e aves por exemplo. Sua composição nutricional é rica em ácidos graxos insaturados, ou seja, aqueles que fazem bem para a nossa saúde. Vitaminas e sais minerais também fazem parte da sua composição.  

Contudo, a qualidade e a vida útil desse produto nas peixarias e supermercados dependem entre outros fatores, das boas práticas aplicadas desde o momento de despesca, ou seja, da retirada desse peixe da água até o envio para o frigorífico e a forma como é abatido. No momento da despesca quanto maior for a manipulação do pescado e quanto maior o tempo desse manejo, pior para o bem-estar do peixe, pois aumenta o estresse, pode ocorrer a perda de escamas, lesões pelo corpo e a mortalidade precoce, antes de chegar ao frigorífico.  

Conforme os peixes vão sendo retirados do tanque, já podem ser acondicionados em caixas com gelo para insensibilização pré-abate, ou ser colocados em caixas de transporte com água e oxigênio, para chegarem ainda vivos ao frigorífico. Esse último método é comumente utilizado e oferece a vantagem de preservar ainda mais a qualidade do pescado, pois aumenta a sua vida útil. Logo após a morte o peixe entra em uma fase de transformações bioquímicas, chamada de rigor mortis, assim evitar o início desse processo é fundamental para aumentar seu tempo de prateleira. Até mesmo para quem deseja vender o peixe fresco em feiras por exemplo, as caixas de transporte são extremamente úteis.
 

E por falar em caixas de transporte, a Trevisan possuí caixas de excelente qualidade, amplamente utilizadas em todo o Brasil. As caixas são construídas em fibra de vidro com isolação térmica. Essa característica é importante, pois manter a água em baixa temperatura diminui o metabolismo e a atividade do animal, contribuindo para seu bem-estar. Ainda, as caixas de transporte Trevisan possuem sistema de quebra ondas, tornando-se assim um equipamento seguro e ágil para o transporte de longa distância. São vários os tamanhos das caixas disponíveis para venda, de 400 litros até caixas de 2400 litros. Clique para saber mais.
 

Ao chegar no frigorífico é essencial que o abate do pescado seja realizado respeitando as normas de bem-estar animal. No Brasil a única Instrução Normativa disponível sobre abate humanitário de animais é a IN nº 3, de 17 de janeiro de 2000, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. Contudo, a mesma diz respeito ao regulamento técnico de métodos de insensibilização para o abate humanitário de animais de açougue e aves domésticas, bem como os animais silvestres criados em cativeiro. Ou seja, não é exatamente específica para o abate de peixes. Assim, diversos estudos ainda devem ser realizados nesse sentido para adequação dos métodos de abate e insensibilização para o pescado.
 

Ao chegarem vivos no frigorífico os animais passam então por um processo de insensibilização, que pode ser em água com gelo. Depois seguem para o abate, realizado por exemplo pelo método de sangria. Em seguida retira-se as escamas e por fim é realizado os devidos cortes, como filé, postas, retirado a pele etc, variando conforme o estilo do produto final oferecido pela empresa.