Expectativas para a soja em 2018

Expectativas para a soja em 2018


  • 16/08/2018

No ano de 2017 a safra foi uma das melhores dos últimos anos e as exportações foram recordes, mantendo o mercado produtivo e gerando boas expectativas para a próxima safra.

Para 2018, a perspectiva é de que a as áreas plantadas aumentem em 3%, ambicionando-se um novo recorde. Entretanto, esse resultado fica condicionado a climatologia.

O Brasil está em segundo lugar na produção mundial desse grão, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Contudo, a Associação Brasileira do Agronegócio - ABAG, divulgou recentemente que as estimativas assinalam mudanças nessa condição podendo colocar o Brasil a frente dos EUA em 2019.

Isso decorre do aumento da área plantada, que na safra 2017/2018 já aumentou de 33,9 para 35,1 milhões de hectares (Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, 2018) e do clima favorável nas regiões que mais produzem à oleaginosa. Estima-se que a safra brasileira 2018/2019 ultrapasse novamente as 100 milhões de toneladas e que sejam produzidos 2 milhões a mais de toneladas em relação ao ano passado. No entanto, para atingir tal objetivo, vai depender da safra de cada estado. Atualmente os estados que lideram a produção brasileira são Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. A área plantada desses estados é respectivamente 9,519 milhões de hectares, 5,444 milhões de hectares e 5,692 milhões de hectares, segundo a Conab.

Os Estados Unidos, atualmente o maior produtor, encontram-se no período da entre safra e o clima tem prejudicado a colheita, o que pode baixar a produtividade e consequentemente o valor de venda, favorecendo o sojicultor brasileiro. A região central do país está enfrentando a falta de chuvas, essa condição tem preocupado os produtores de soja. Se continuar com a seca, a safra de verão será comprometida. Para a região Sul, as chuvas ficarão dentro da normalidade, para a alegria dos produtores.

Outro fator que pode vir a ser favorável para o Brasil é o desacordo comercial entre as duas maiores potencias econômicas China e Estados Unidos, que colocaram em prática o aumento das taxas de centenas de produtos. A China é o maior importador de soja do mundo sendo Brasil e Estados Unidos seus maiores fornecedores. Com o conflito entre os dois gigantes, é possível que o Brasil consiga bons preços nas negociações. 

A Secretaria de Agricultura e Pesca publicou uma portaria onde proíbe a semeadura da soja de 11 de fevereiro a 14 de setembro para evitar principalmente que a ferrugem asiática se prolifere. O Vazio sanitário acontece de 15 de junho a 15 de setembro, período em que o solo deve permanecer sem qualquer resquício de soja. Ao termino do vazio sanitário tem início o ciclo de semeadura. (Na próxima matéria falaremos sobre esse tema e sobre as doenças mais comuns na produção de soja).


Caso as previsões positivas para a produção de soja no Brasil se concretizarem, o país será o maior produtor mundial de soja, e esse produto junta-se a outros em que o país também lidera, como o café, o suco de laranja, o açúcar e a carne bovina.

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