Parasitas que podem atacar peixes e camarões

Parasitas que podem atacar peixes e camarões


  • 23/05/2018

Anualmente, a indústria dos peixes e camarões movimenta bilhões de dólares em contexto global e ainda gera índices consideráveis de emprego e renda.

Além disso, boa parte da produção brasileira é encaminhada ao exterior, conforme Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Em função desta relevância, as autoridades públicas e envolvidos com aquicultura e piscicultura necessitam estar em alerta a respeito dos parasitas. Há risco de que os mixosporídeos possam comprometer as produções nacionais.

Ainda de acordo com a Fapeam, existem espécies de parasitas com a capacidade de acabar com populações de peixes inteiras. E essa ameaça ocorre tanto na natureza quanto em ambiente controlado para cultivo.  


Principais ameaças para peixes e camarões


Segundo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a situação sanitária tende a influenciar na quantia e intensidade dos parasitos. Entre as principais ameaças estão o protozoário Ichthyophthirius multifiliis e as sanguessugas Placobdella.

Recentemente, uma pesquisa da Universidade de Campinas (Unicamp) comprovou a presença de mixosporídeos em peixes em cativeiro. Essa deve ser uma preocupação, já que esses parasitas contam com grande poder patogênico. E podem até causar enfermidades até fatais nos hospedeiros.

Já o camarão deve ser protegido, especialmente, da mancha branca. Esse problema não afeta o organismo humano, só que resulta na morte do crustáceo devido à calcificação da carapaça.

Em 2017, a produção cearense foi muito afetada por isso com a perda de 20 mil toneladas. Segundo os dados da Associação Cearense dos Criadores de Camarões, o prejuízo atingiu 40% da quantia total. Sendo que a normalização da produção estadual deve levar entre 2 a 3 anos.  


Danos causados pelos parasitas aos peixes e camarões


Vale salientar que os parasitas podem se fixar em diversos órgãos de seus hospedeiros, peixes ou camarões. Com essa característica, esses invasores podem culminar em inúmeras complicações, como, por exemplo: hemorragias, inflamações e até necrose de tecidos.

Portanto, os produtores devem sempre ficar atentos para que essas conseqüências não se agravem e prejudiquem a exportação. Afinal, camarões e peixes contaminados podem facilitar a disseminação dos parasitas ao redor do mundo.

Conforme a Fapeam, há muito que se aprender a respeito destes organismos. Afinal, já foi comprovado que podem gerar problemas até para a saúde humana.  


Como evitar parasitas na aquicultura e piscicultura?


Hoje em dia, cerca de 2300 espécies mixosporídeos são reconhecidas e podem afetar quem se dedica a aquicultura e piscicultura. Esses elementos contaminam peixes e camarões no habitat natural e/ou no cultivo. É essencial desenvolver ações preventivas e de controle para frear a circulação.

O Instituto de Biologia da Unicamp salientou que esses peixes e crustáceos são encaminhados para inúmeras partes do Brasil. Sendo assim, é fundamental determinar estratégias para evitar e combater esses organismos em um ambiente controlado.

Isso pode acontecer até de maneira não programada, quando a água utilizada na piscicultura é destinada para o meio ambiente. Sobretudo, quando esse descarte ocorre sem um planejado adequado.

Além disso, os produtores devem prestar atenção no desenvolvimento dos peixes e oportunizar o devido tratamento o quanto antes.

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